CABOCLOS E PRETOS-VELHOS EM REUNIÕES KARDEQUISTAS

Como proceder frente frente à manifestação de espíritos de caboclos e pretos-velhos em reuniões mediúnicas kardequistas?

Como deve ser feito com qualquer espírito que se manifeste numa reunião mediúnica kardequista, a primeira providência é verificar se o caboclo ou o preto-velho são seres benévolos. Para tanto, basta empregar o método de avaliação empregado por Kardec.

Se esses espíritos de caboclos e pretos-velhos forem benévolos, a segunda providência é comunicá-los que não se pratica magia branca em reuniões kardequistas, pois o Espiritismo considera que o magismo é uma prática desnecessária.

Acredito que essas duas providências bastam para afastar todos os espíritos de caboclos e pretos-velhos que não quiserem se subordinar ao modelo kardequista.

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Outra questão que surge é o fato de esses espíritos se apresentarem como caboclos e pretos-velhos.

Vou arrolar algumas hipóteses que procuram explicar o fenômeno.

PRIMEIRA HIPÓTESE

Os espíritos foram realmente índios e negros escravos em suas últimas reencarnações e ainda trazem os condicionamentos dessas existências, incluindo o Português arrevezado.

Esse liguajar não deve ser motivo de preconceito. Por que aceitamos um espírito com sotaque alemão e encrencamos com o modo de falar dos espíritos de caboclos e pretos-velhos?

SEGUNDA HIPÓTESE

Os espíritos estão homenageando uma reencarnação mais antiga como índios e negros escravizados.

Se Emmanuel aparece como senador romano e Joanna de Ângelis como freira, por que um espírito não pode homenagear uma reencarnação antiga onde foi índio e negro escravizado.

TERCEIRA HIPÓTESE

Os espíritos nunca foram índios e negros escravizados, mas estão se apresentando dessa maneira por complexo de culpa por terem causado malefícios a essas etnias.

QUARTA HIPÓTESE

Os espíritos nunca foram índios e negros escravizados, mas estão se apresentando dessa maneira por considerarem que isso é uma demonstração de humildade.

Neste caso, o dirigente da reunião kardequista deve explicar que essa demonstração de humildade é dispensável.

QUINTA HIPÓTESE

Os espíritos nunca foram índios e negros escravizados, mas estão se apresentando dessa maneira porque se utilizam dessa aparência na Umbanda.

Neste caso, o dirigente da reunião kardequista deve explicar que essa aparência é desnecessária numa reunião kardequista.

Em caso de insistência dos espíritos nesse tipo de formato, debater, avaliar e decidir o que fazer.

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Como descobrir em qual situação acima os espíritos se enquadram? Ora perguntando para eles. Se os espíritos estiverem mentindo, vão acabar se traindo no futuro.

 

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