MOMENTO ESPÍRITA NO LAR

Em 1941, o espírito Emmanuel, através do médium Chico Xavier, concordou que a leitura doméstica da Bíblia seria benéfica para os espíritas (1).

A partir daí, outros espíritos que se comunicavam por Chico Xavier começaram a incentivar os espíritas a realizarem um culto o evangelho em suas residências (2).

Concomitantemente, espíritos que se comunicavam através de outros médiuns também fizeram a mesma coisa.

De maneira majoritária, esses espíritos recomendaram que esse culto fosse feito com a leitura de um evangelho não especificado.

Frente a isso, imagino que esse evangelho não especificado seja o conjunto dos quatro evangelhos canônicos, publicado por editoras católicas e protestantes.

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No entanto, alguns espíritas, que desejam um Espiritismo distanciado da influência do Catolicismo e do Protestantismo, torcem o nariz para o chamado culto do evangelho no lar (3).

Um motivo é a utilização da palavra culto com sua fortíssima conotação litúrgica.

Outro motivo é a implícita supremacia dos evangelhos canônicos sobre O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO de Allan Kardec.

No entanto, esses espíritas podem fazer uma atividade iluminativa em seus lares mantendo a coerência ideológica.

Para tanto, basta que O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO de Allan Kardec ou outro livro espírita  seja utilizado no lugar dos evangelhos canônicos e  que a atividade seja realizada sob outro nome. Minha sugestão é momento espírita no lar.

Os benefícios energéticos do momento espírita no lar e do culto dos evangelhos canônicos são idênticos. A diferença é no campo ideológico. No momento espírita no lar, o Espiritismo tem prevalência sobre os evangelho canônicos.

Na minha avaliação, essa primazia está alicerçada em boa lógica, pois o estudo do Espiritismo engloba o estudo dos evangelhos canônicos, mas o estudo dos evangelhos canônicos não engloba o estudo do Espiritismo.

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As pessoas que não são cristãs também podem fazer um instante de leitura edificante e vibração positiva no lar, chamando a prática de momento de luz no lar.

 

NOTAS:

(1) O CONSOLADOR, Francisco Cândido Xavier e Emmanuel, Questão 281, FEB Editora.

(2) A afirmativa pode ser comprovada por pesquisa.

(3) Uma pesquisa nos livros psicografados por Chico Xavier e outros médiuns mostra que várias expressões foram utilizadas para denominar a prática, mas a locução que se firmou na preferência popular foi culto do evangelho no lar.